
Anjos ou demónios?
O risco de um psicopata ir parar a uma prisão é grande, mas a probabilidade de liderar negócios também. A falta de empatia ajuda-o a chegar a CEO e a liderança será destemida

O risco de um psicopata ir parar a uma prisão é grande, mas a probabilidade de liderar negócios também. A falta de empatia ajuda-o a chegar a CEO e a liderança será destemida

Sabemos que a fronteira entre o “dito” normal e algumas perturbações é imprecisa e a transição entre os dois estados é normalmente gradativa. Na mesma linha de preocupações enquadra-se a noção da doença estar ou não ligada à existência de uma lesão. Esta é uma área em que é imperioso distinguir a doença e o sujeito. A identidade da pessoa não pode ser a sua doença

Começa a ser comum nas salas de urgências encontrar jovens adultos fisicamente saudáveis, mas que insistem que estão a morrer de ataque cardíaco. Na verdade, o ataque é de pânico, uma forma grave e extrema de ansiedade, com sintomas que podem ser incorretamente diagnosticados, mas que na verdade não apresentam um perigo real. A maioria recupera sem tratamento, os outros desenvolvem uma perturbação de pânico…

Imagine o que seria passar dias, semanas, sem lavar a cara, os dentes; sem poder comer, sorrir, falar; fazer a barba ou maquilhar-se. A nevralgia do trigémeo é isto que provoca, uma dor intensa, que retrai todo e qualquer movimento

O que têm em comum Hannibal, Anders Breivik, alguns personagens da série Guerra dos Tronos e outros tantos políticos mundiais? São psicopatas. E sim, o cérebro deles é diferente. Podem ser perigosos, são maus a tomar decisões e podem ocupar lugares de liderança

Há um paralelismo entre o “on/off” do nosso computador, com a perceção e sensibilidade da realidade durante uma anestesia? O cérebro é mesmo desligado ou mantém-se em funcionamento? A anestesiologia vai ganhando a capacidade de poder selecionar os “botões”