O primeiro de 3 eclipses acontece dia 12

A tentação pode ser grande, mas na próxima semana, dia 12 de agosto, não deve olhar diretamente para o Sol. A construção de uma “caixa segura” ou óculos com filtros solares oculares são as únicas formas seguras de ver o eclipse sem provocar danos irreversíveis nos seus olhos

No distrito de Coimbra o eclipse não será total, mas quase: 97%, o disco solar ficará parcialmente oculto. O fenómeno está anunciado para a próxima quarta-feira, dia 12 de agosto e, em Coimbra, começará às 18h36, atingindo o seu máximo às 19h33 e o fim às 20h26. O Nordeste Transmontano e o Norte de Espanha são zonas onde o eclipse será total, mas apenas durante alguns segundos.

Este será o primeiro de um trio de eclipses visíveis na Península Ibérica, até 2028, ao ritmo de um por ano. O último eclipse solar total aconteceu em 1912 e por isso o fenómeno é raro e acontece porque o Sol a Terra e a Lua estão alinhados. 

Alertamos para o que NÃO DEVE FAZER:

– Nunca deve olhar para o Sol diretamente, sem recorrer à proteção de filtros solares oculares. Recomendamos a construção de uma “caixa segura”, (ver em baixo).

– Não deve olhar para o Sol através de instrumento óticos ativos, como câmaras fotográficas, telescópios ou binóculos. Se usar este equipamento deve ter presente que, sob pena de os aparelhos ficarem danificados, deve usar proteção adequada para o efeito, no equipamento e nos seus olhos.

– O uso de óculos de sol escuros, radiografias, fotografias antigas ou vidros escuros não garantem nenhuma segurança ou proteção.

Sem qualquer proteção, olhar diretamente para o Sol irá provocar queimaduras na retina, uma lesão grave e irreversível, apesar de não sentir qualquer dor. Cumulativamente, há fatores que podem agravar as lesões na retina, em pessoas que têm os cristalinos muito transparentes, crianças e jovens, pessoas que já não têm cristalinos, porque fizeram cirurgia às cataratas, bem como os portadores de patologia retiniana.

Mesmo recorrendo aos filtros solares oculares para proteção é recomendado que a observação não seja continuada ou que não ultrapasse os 30 segundos, fazendo pausas de descanso.

A construção de uma “caixa segura” é a forma mais recomendada para observar o eclipse solar sem risco de danos nos seus olhos. A imagem em anexo explica como deve ser construída, permitindo assim observar uma projeção indireta da imagem do eclipse num alvo, neste caso, numa folha branca. Há ainda a possibilidade de recorrer ao uso dos chamados óculos com proteção ocular, mas note bem, que esse equipamento deve ter certificação. Não deve usar os óculos antigos ou que tenham qualquer furo, risco ou qualquer outro tipo de dano.

O site https://eclipse2026.pt reúne informação útil sobre este fenómeno natural, visível em Portugal no dia 12 de agosto.

Para 2027 é esperado um segundo eclipse, a 2 de agosto e a comunidade científica chama-lhe o “eclipse do século”, pela sua duração, enquanto que para 2028, é esperado o terceiro eclipse, que não será total, mas sim anular. Ou seja, o dia não se transforma em noite repentinamente, mas será registado um fenómeno visual sui generis, em pleno Inverno. No dia 26 de janeiro de 2028, a lua não tapa o disco solar completamente, estará no seu ponto mais distante da Terra e por isso será visível um aro luminoso, o chamado “anel de fogo”.

As regras para observação são sempre as mesmas e nunca deve olhar diretamente para qualquer um destes fenómenos naturais.

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