As mulheres adoram saltos altos ponto final e, nem as estatísticas das mazelas as demovem desta opção.

Todos sabemos que os pés são a nossa base de suporte, e se não estiverem confortáveis, dificilmente nos sentimos bem.
Mesmo assim, elas sorriem, não é estoicismo, é um gosto, com riscos assumidos.

5 factos importantes que deve saber antes de comprar uns sapatos:

1 – Uma em cada 10 mulheres usa saltos altos, pelo menos, três vezes por semana. Destas, 1/3 já caiu quando os usava.

2 – Há alguns fatores positivos. O salto alto pode melhorar a tónus da musculatura pélvica, o que tem sido descrito como benéfico para a incontinência urinária, mas também forçam o corpo a deslizar para a frente, o que enfatiza nádegas e seios, tornam a aparência da perna mais longa e o pé mais pequeno, mais elegante e sensual, mascria também um problema de “balance”, forçando ancas e joelhos, além de modificarem a postura, alteram o centro de gravidade e o padrão de marcha. O ângulo do pé com a perna também sofre modificações e a massa dos gémeos é realçada.

3 – Além de aumentarem as probabilidades de entorse ou fratura do tornozelo, os saltos altos podem causar um encurtamento do tendão de Aquiles, provocam aumento e rigidez dos gémeos. Podem criar deformidades nos dedos dos pés como joanetes, dedos em martelo e calosidades, alteram o padrão de marcha e podem ainda predispor para alterações degenerativas do joelho, além de provocarem dores de costas, ou a chamada dor lombar.
Se os ditos saltos tiverem mais de 13 centímetros, a distribuição de peso será sempre incorreta. A cada passada, a carga que é colocada nos dedos dos pés é de  90 a 100%.

4 – Há um outro problema crítico que se junta a todos estes e não está no salto, mas sim na forma, isto é o desenho da caixa. Dependendo da forma do pé, ele terá de estar adaptado ao sapato em geral e não apenas ao salto. Na realidade o sapato deve ser adaptado a cada pé e uma caixa demasiado estreita cria certamente um problema nos dedos. Para além do salto, um qualquer sapato precisa de plataforma, uma “box” para apoio dos dedos, um contraforte para apoio do retropé e ainda um apoio do arco interno do pé. Basicamente, os saltos altos acabam por ficar com uma má reputação para um uso diário.

5 – Os sapatos rasos tipo sabrina são também uma opção recorrente. Mas também esta não é a melhor opção.
Os sapatos de salto raso não dão o suporte adequado, nem absorvem o choque com o solo. Podem parecer cómodos, mas não têm uma caixa adequada, nem apoio para o  retropé. Não permitem que haja um apoio correto do arco interno do pé, com consequências agravadas ao longo do tempo. Aumentam a tendência para o aparecimento de fasceíte plantar, diminuem a pressão no antepé, provocam dor localizada no calcanhar, condicionam a dor lombar e dos tornozelos, porque o centro da gravidade fica mais para trás e o seu uso continuado pode levar a uma rotação interna dos pés, com aparecimento de dor nos tornozelos e joelhos.

A melhor escolha e a mais saudável vai para os sapatos com o salto entre os 3 e os 5 cm, o tamanho recomendado para as atividades do dia-a-dia. Contudo, os saltos altos e baixos não devem ser proibidos, mas devem ser usados alternadamente.

Cada pé é um pé e, na altura de escolher sapatos, além do tamanho do salto, devemos ter presente a medida correta.

O sapato deve ter uma boa plataforma, apoio interno, caixa adequada aos dedos e contraforte rígido.

A Ortopedia do Centro Cirúrgico é uma especialidade que se dedica às doenças de ossos, músculos, ligamentos e articulações, está convencionada com a ADSE e tem um acordo com o Ministério da Saúde, ao abrigo do Programa SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia).

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