A história começa quando uma célula perde a capacidade de morrer de forma programada. A célula cresce e multiplica-se de forma descontrolada, acabando por dar origem a um adenoma, um pólipo precursor do cancro do intestino. O rastreio pode interromper esta história e reduzir a atual estatística de 9 a 10 mortes por cancro do intestino, por dia e em Portugal.

A Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva defende que o rastreio é a única forma de reduzir esta mortalidade, mas também de reduzir a frequência de cancro do intestino, sendo recomendado para todos os indivíduos com mais de 50 anos.

Hoje, o objetivo do rastreio do cancro do intestino não é apenas encontrar a lesão maligna na fase inicial, como no rastreio do cancro da mama, mas sobretudo encontrar a lesão benigna, onde tudo começa e que poderá dar origem ao cancro se não for removida. É este objetivo que implica a observação do intestino, razão porque a colonoscopia continua a ser o único exame que permite observar e, ao mesmo tempo, remover os pólipos, o que permite curar os doentes sem necessidade de qualquer intervenção cirúrgica.

Os exames de endoscopia digestiva, incluindo endoscopia digestiva alta e colonoscopia estão disponíveis no Centro Cirúrgico de Coimbra. Os exames podem ser realizados sob o efeito de anestesia, sempre que seja feita essa opção pessoal. Para a realização destes exames existe convenção com a ADSE (com e sem sedação) e com o Serviço Nacional de Saúde (sem sedação).

Equipa médica responsável pela realização dos exames endoscópicos:

Pedro Narra Figueiredo, Médico Gastrenterologista

Nuno Medeiros, Médico Anestesiologista

 

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