É uma aquisição evolutiva e tem a característica de nos distinguir de todos os outros mamíferos. A artrose pode comprometer a agilidade adquirida por este inovador polegar. As mulheres, depois dos 40 anos de idade, são as mais afetadas pela rizartrose, uma doença crónica, com capacidade de degenerar. Há uma dor que corrói e que se instala na base do polegar.

Começa com uma dor articular, caminha para a rigidez da articulação e pode terminar numa consequente redução da funcionalidade articular. Agarrar ou segurar um objeto pesado, como uma panela, abrir uma porta, etc deixam de ser movimentos indiscretos e passam a ser atividades dolorosas. A dor localiza-se na base do polegar e o conflito dá-se entre o trapézio e o primeiro metacárpio. A rizartose ou artrose da base do polegar será facilmente diagnosticada pelo ortopedista.

Esta é uma doença crónica das articulações e caracteriza-se pela degeneração da cartilagem e do osso. Há fatores que aumentam a predisposição, como traumatismos, doenças reumatismais, a artrite, uma infeção local ou, simplesmente, o envelhecimento.

Esta articulação é particularmente importante e é responsável por um movimento fundamental que nos distingue de todos os outros mamíferos, que é a capacidade da oponência do dedo polegar. Quando esta articulação fica comprometida, os movimentos tornam-se dolorosos, pode surgir uma sensação de falta de força, tal como edema e deformidade.

Que solução?

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. Ainda não existe nenhum medicamento que restaure a cartilagem, no entanto, se o diagnóstico for feito em fase inicial o tratamento deve ser conservador e consiste no controlo da dor e diminuição do processo inflamatório:
– Imobilização 3 a 6 semanas com tala ou ortótese;
– Anti-inflamatório oral e/ou tópico;
– Gelo local;
– Fisioterapia (ultra-sons e TENS).

O tratamento cirúrgico está reservado para os casos em que o tratamento conservador não funciona e consiste numa substituição da articulação por prótese ou por colocação de enxerto de tendão retirado do próprio antebraço. Depois da cirurgia é efetuada uma imobilização com gesso ou tala antebraqui-palmar, que se mantém durante 6 semanas.

A recuperação terá uma duração de cerca de 6 meses. Os resultados finais são considerados bons em 85 a 90% dos casos.

Ana Inês
(médica ortopedista)

 

Para ler o artigo na íntegra consulte a Revista Olhares

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