É uma morte sem explicação. Pode acontecer durante o primeiro ano de vida e é descrita como um acidente multifatorial. Chama-se Síndroma de Morte Súbita do Lactente e há formas de reduzir o risco. A posição escolhida para dormir pode fazer a diferença

Dormir sempre de costas (barriga para cima) pode ser a solução para evitar a Síndrome de Morte Súbita no Lactente. As evidências e os estudos epidemiológicos realizados com milhares de lactentes demonstram que esta é a posição mais segura, permitindo reduzir a mortalidade no primeiro ano de vida entre 20 a 67%. Um gesto simples que pode evitar a morte no berço ou a Síndrome de Morte Súbita do Lactente, a primeira causa de morte no primeiro ano de vida.

Nos países ocidentais, esta continua a ser a principal causa de morte entre os lactentes e surge sem que haja uma explicação ou um fator de risco que, por si só, possa ser uma causa. Há fatores de risco que podem desencadear a Síndrome, mas também há medidas ou novos hábitos que, se adotados, levam à queda da incidência desta morte no berço. Os especialistas admitem que dormir de lado não é tão seguro como dormir de costas e não recomendam nem aconselham deitar os bebés de barriga para baixo (decúbito ventral). Aconselha-se a posição de decúbito dorsal (de costas para baixo) e é esta opção que pode fazer a diferença.

Descrito como um acidente multifatorial, onde se inclui a predisposição individual, há causas que podem favorecer esta síndrome, como a hipertermia (temperatura do corpo elevada) a hipertonia vagal (perda súbita de consciência – desmaio), o refluxo gastroesofágico (bolsar) e ainda as infeções, tal como também existem causas que podem favorecer este tipo de acidente e onde se incluem a posição no berço, dormir com a mãe ou outra pessoa, o tabagismo e um mau seguimento pré-natal.

Juntam-se outras e os pediatras aconselham que a criança durma em cama própria e com grades e que nunca partilhem a cama de adultos, pelo risco de asfixia. Sugere-se ainda que o uso de chupeta pode reduzir o risco de morte súbita, mas também que se evite o sobreaquecimento, uma vez que o excessivo aquecimento é um fator de risco, tal como tapar a cabeça da criança com roupa, como cobertores, gorros, babetes ou outras peças.

A medicina baseada na evidência insiste nas campanhas de divulgação quanto à posição a adotar para o bebé dormir. Em Portugal, esta ideia é divulgada e promovida pela Sociedade Portuguesa de Pediatria e Direção Geral de Saúde.

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