As duas. Preferencialmente lavar. Como nem sempre é possível, então sim, temos de desinfetar com uma solução própria certificada. Mas, sempre que entrar em casa opte por lavar. É mais seguro e eficaz.

Sempre que entramos num estabelecimento ou espaço fechado, o protocolo de segurança recomenda higienizar as mãos. É intuitivo, quer queiramos ou não, vamos acabar por tocar em algum objeto e por isso a necessidade de higienizar as mãos. Por certo também já reparou que os produtos não são todos iguais e, se em pouco espaço de tempo, passar por diversos estabelecimentos, depressa percebe que chega a casa com uma espécie de “pasta” nas mãos. E aí sim, logo que entra em casa deve lavar bem as suas mãos.

Apesar de invisível e “poderoso”, o SARS-CoV2 é eliminado com água e sabão, desde que as mãos sejam bem lavadas, sem esquecer os entrededos e as unhas, as palmas e as costas das mãos, durante mais de 20 segundos. É simples e, por norma, nem sempre valorizamos as coisas simples.  Neste caso, opte por dar valor a este gesto. Elimina a possibilidade de contaminar tudo e todos os que tocar. E isso é muito importante.

Se não for possível lavar, então sim, opte por desinfetar, recorrendo a um gel desinfetante ou, se preferir álcool etílico, escolha o que indica a 70% e não álcool puro.

Relembramos. Seja com álcool, gel desinfetante ou água e sabonete, as mãos devem ser bem lavadas: costas; palmas, unhas, entrededos e punhos se estiverem desprotegidos. 

E quando lavar /desinfetar as mãos? Quase sempre. Antes de comer, antes de colocar uma máscara, depois de colocar uma máscara, sempre que tiver necessidade imperiosa de tocar no rosto, depois de se vestir, quando tocar em objetos (maçanetas de portas, botões de elevador…) quando vai às compras e quer perceber se a fruta está madura, quando recorre ao cartão multibanco, quando abre a porta do seu carro, quando mexe em objetos de outros… A lista pode ser infinita. Recomendamos bom senso.

Ana Bernardino
(médica, anestesiologista)

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