A distância é segura. Nuns países é de um metro, noutros 2, mas também existe quem recomende 4 metros. Pois bem, se a um ou dois metros já é difícil entender (ouvir) o que nos dizem, a 4 metros iríamos precisar necessariamente de equipamento de som

Mais uma vez, bom senso e, se estou parada numa fila, não é seguro, nem recomendado que tenha receio que um xico-esperto se intrometa e fique com o meu lugar. Parados e, em fila, devemos sempre guardar a distância segura que, por norma, está marcada no chão. Raramente olhamos para a sinalização, para esta e para outras que indicam, por exemplo se devo circular pela direta ou pela esquerda. Se cumprimos isso tudo na estrada, porque não fazemos o mesmo quando andamos a pé? Não é preciso ter carta de condução. Basta não estar distraído.

A distância segura é para cumprir e, sim, está sempre sinalizada no chão. Devemos guardar essa mesma distância segura na fila do supermercado, no transporte público, no gabinete de consulta, na farmácia, na padaria… No restaurante, a recomendação de distância é ainda de maior relevância, porque este é um espaço onde as pessoas estão sem máscara, logo eu não estou protegido e o outro também não…

A chamada distância de segurança é ainda importante porque o risco que podemos representar para o outro nem sempre é percetível. E, se já sabemos que a idade é um fator de risco, há outras situações, como doenças, que podem potenciar esse mesmo risco. Não sabemos, nem temos de saber, qual o risco da pessoa que está à nossa frente na padaria, mas temos a responsabilidade de respeitar essa mesma pessoa e todas as outras à nossa volta, se mantivermos as devidas distâncias.

Claro que estas distâncias são válidas para todos os outros que não habitam na mesma casa, porque se comemos todos à mesma mesa, não fará sentido colocar os membros da família a 2 metros de distância e, se a família for numerosa, a mesa teria de esticar e muito.

Ana Bernardino
(Médica, Anestesiologista)

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