Nascem e já estão programadas para morrer no momento certo. No ciclo de vida celular, o processo é ordeiro e obedece a uma harmonia perfeita respeitada pelos biliões de células que formam o corpo humano. Quando este ciclo de vida se altera, quebra-se a ordem natural. Há uma multiplicação anormal de células, sucedem-se os erros de programação e invadem-se os espaços vizinhos. É nesta altura que se instala o tumor. Surgem células que adquirem o poder de matar

A divisão celular está presente em todos os seres vivos (animais e plantas) e o corpo humano não é excepção. Os biliões de células que constituem o corpo humano não podem escapar a este clico de vida; elas crescem, dividem-se, multiplicam-se e também envelhecem e morrem. O processo é ordeiro. Os milhares e milhares de células que existem no nosso corpo estão programadas para um convívio em harmonia perfeita e, nesta espécie de “sociedade interna”, todas colaboram umas com as outras. Num momento inesperado e fruto de certas circunstâncias, basta que uma única célula perca a capacidade de controlar o seu próprio crescimento e divisão para que a anomalia se instale. As regras de convivência deixam de ser respeitadas e inicia-se um processo de “guerra” entre células boas (saudáveis) e as células más (neoplásicas/transformadas).

Verifica-se uma quebra da harmonia e estas células descontroladas provocam o desequilíbrio. Ganham poder, destroem células e tecidos, adquirem o poder de matar por invasão destrutiva. Mas não só os “vizinhos” que estão ameaçados. Estas células descontroladas e cancerosas podem disseminar-se pela corrente sanguínea e vasos linfáticos, razão porque também podem surgir as chamadas mestásteses em outros órgãos ou tecidos. O processo não é imediato. As alterações celulares persistem de forma acumulativa e continuada ao longo de um período variável. Para que estas alterações se dêem é necessário estarem presentes os chamados agentes carcinogénicos, como as radiações ultravioleta do sol ou os agentes químicos presentes no tabaco, entre outros, mas também pode ser uma consequência de uma pesada herança, apresentando características genéticas.

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