
É a segunda causa de internamento e, em Portugal, afeta mais de três milhões de pessoas. Depois de cumprida a sua função de alerta, a dor não deve ser vivida e, se for crónica, é completamente inútil
É um mecanismo que nos assegura sobrevivência e que serve de alerta, quando é uma dor aguda. Ou seja, com uma duração limitada no tempo e com causa geralmente conhecida. Contudo, quando a dor dura mais de três meses e tem causa mal definida ou desconhecida, a dor deixou de cumprir a sua função.
Os idosos encaram-na como normal, mas há impactos na qualidade de vida. A dor crónica tem repercussões na saúde física e mental, provoca alterações no sistema imunitário, as defesas naturais do organismo diminuem e aumenta a suscetibilidade a infeções. Tudo porque a dor persiste para além do que é normal.
Nos idosos, a dor crónica afeta metade dos que vivem na comunidade e pode atingir uma percentagem superior a 80% dos que vivem em lares. A pessoa com dor crónica pode sofrer de várias patologias e tende a aceitar a dor como algo normal. Este tipo de dor continua a não ser valorizada nem tratada. Hoje sabe-se que este é um sofrimento que pode ser aliviado e evitado, porque esta é uma dor inútil e destrutiva.
O tratamento da dor crónica pode ser farmacológico, mas devem ser balanceados os riscos e benefícios das drogas a usar, bem como o cálculo das doses a recomendar, optando-se pela combinação de pequenas doses de diferentes grupos de fármacos, com ajustes personalizados.
O sucesso da terapêutica será ainda mais eficaz se for combinado com formas de tratamento não farmacológico. As opções podem passar pela realização de exercícios físicos, de resistência e de fortalecimento muscular, que podem ajudar a diminuir a dor, ao mesmo tempo que podem melhorar a capacidade funcional da pessoa. A aplicação do calor ou do frio localmente, também são importantes, tal como a massagem ou a simples distração (música, leitura, dança, ou outra).
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Pois é exatamente o que acabei de ler
ReplyEu tenho a fribiomalgia e tenho
muita dor. Com piscina e exercícios
Andava melhor
Agora que não posso fazer, fui operada recentemente. É de morrer com tanta dor
Comprimentos