
Serão mais, mas comecemos por cinco. Umas já não são tão usadas como outrora e a culpa é da evolução, enquanto outras estão mais valorizadas. O princípio mantém-se o mesmo, porque são estas cinco portas que nos ligam ao mundo, desde que os sensores recolham os estímulos que têm de chegar ao cérebro.
Sem atividade cerebral nada disto funciona. É o cérebro que usa todas as perceções disponíveis para depois construir cenários da realidade. Basta que seja estimulado. Há todo um sistema sensorial ligado em rede por detrás de todos os nossos sentidos. As informações seguem pelo sistema nervoso para uma área específica do cérebro que irá processar os dados recolhidos.
São estas portas que nos ligam ao mundo, mas a evolução da espécie e as novas tecnologias também alteraram o sentido de alguns sentidos. O olfato, por exemplo, perdeu o destaque de outrora. E os sentidos deixaram de ser apenas cinco. Afinal a rede pode ser mais complexa do que aquela que foi traçada por Aristóteles. Para além da visão, audição, tato, paladar e olfato, é aceite que há mais portas que nos ajudam na ligação ao mundo. A proprioceção ou cinestesia, por exemplo, é um sentido que nos diz, mesmo de olhos fechados, onde estão partes do nosso corpo, enquanto a termoceção nos avisa e alerta para as mudanças de temperatura, quando nos aproximamos de uma fogueira ou de um fogão aceso.
Afinal, as portas para a apreensão e entendimento do mundo são mais do que cinco. Em sintonia e sistematicamente sincronizadas, são estes e outros sentidos que nos ligam à realidade. O cérebro faz o resto, são as sinapses que ocorrem entre os neurónios que nos relacionam com o mundo. “Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentidos.”Aristóteles
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