Os HPV’s ou Papilomavírus, existem em mais de 200 tipos e, quando se alojam no trato genital inferior, particularmente no colo uterino, podem transformar-se em lesões malignas. O tratamento químico e a cirurgia eram as únicas opções terapêuticas. Hoje, junta-se uma nova solução terapêutica: o Laser CO2.

Quando se instala em zonas genitais, o HPV provoca alterações celulares vulvares, vaginais e cervicais que, por vezes, progridem para uma anomalia severa. Não tem de ser sempre assim. A lesão com potencial invasor pode ser interrompida e o Laser CO2 é a mais recente opção para o tratamento de lesões do trato genital.

Há, no entanto, algumas condições prévias para este tipo de tratamento:

– O diagnóstico tem de estar correto,

– A localização da lesão deve ser exata,

– A técnica deve ser efetuada por cirurgião experiente e com treino especializado em laserterapia.

O tratamento de lesões do trato genital inferior por laserterapia recorre à “vaporização”, sendo um tratamento destrutivo completo do dano, ao mesmo tempo que proporciona a restituição integral dos epitélios e sua anatomia, características que acaba por lhe conferir vantagens:

– Não há o risco de infertilidade futura,

– É muito pouco invasivo,

– Pode ser usado em ambulatório,

– O tratamento é rápido (alguns minutos),

– A cicatrização e re-epitelização são rápidas e completas.

O Laser CO2 permite ainda tratar lesões em zonas “críticas” do aparelho genital feminino, que não são atingíveis pela cirurgia convencional, garante excelentes resultados estéticos e funcionais e a taxa de uma eventual recidiva é muito baixa, o que não se verifica com as outras opções de tratamento.

As indicações mais frequentes para o uso da laserterapia estão relacionadas com as infeções causadas pelo vírus HPV, embora a sua utilização possa alargar-se a inúmeras patologias ginecológicas.

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