A resposta não é igual para todos. Há uma herança genética que afeta a capacidade individual que possuímos quando codificamos a cor dos objetos. Os homens são os mais afetados e a culpa está no cromossoma X. Para Eles, as cores do arco-íris podem surgir alteradas com uma palete cromática que se afasta do normal

 Foi durante a II Guerra Mundial que os soldados daltónicos se revelaram importantes em determinadas missões. Eles foram os escolhidos quando era necessário detetar camuflagens ocultas na mata e para missões noturnas, pela sua capacidade de visão noturna, superior à de uma pessoa com visão normal. Terminada a guerra, os daltónicos tiveram de voltar a ingressar num mundo cromático, onde o arco-íris não nasce igual para todos.

Definida como a incapacidade de distinguir as cores (azul, verde e vermelho) esta é uma doença genética com a designação de discromatopsia, mas que facilmente foi denominada de Daltonismo, porque foi o químico John Dalton que a descreveu pela primeira vez, no século XVIII. De então para cá, percebemos porque surge a doença e a razão por que afeta quase exclusivamente homens.

Na luz, são três as cores primárias, o azul, o verde e o vermelho. Todas as outras cores ou tonalidades são o somatório destas três cores. Um defeito relativo a uma destas três cores acaba por resultar numa falha específica para essa cor, com consequências na forma como descodificamos todas as outras cores que são compostas e onde essa cor em falta não pode cooperar.

Para melhor perceber o daltonismo devemos entender a luz como um estímulo que é captado por células nervosas muito especializadas. Mais uma vez, é na retina que se passa esta descodificação e são os cones, células especializadas que funcionam na presença de luz, que transmitem essa informação ao cérebro.

Na maioria dos casos, os cones existem e funcionam, mas inadequadamente. A cor que cada um de nós vê depende sempre diretamente de quanto é estimulada cada espécie de cone e se, por exemplo, olharmos para a cor vermelha, são os cones mais sensíveis ao vermelho que enviam essa mesma informação ao cérebro. Na presença de daltonismo, há uma alteração, que impede o envio da mensagem adequada ao cérebro. Tudo isto por culpa do cromossoma X, é ele que carrega esta herança, fazendo-nos perceber por que razão o daltonismo é tão raro no sexo feminino.

Para que o daltonismo afete uma pessoa do sexo feminino (o que é raro), é necessário que herde dois cromossomas X doentes (um do pai e outro da mãe). Se apenas um dos cromossomas X tiver esta alteração, a pessoa será sempre portadora de daltonismo, mas nunca terá a incapacidade de distinguir as cores. É esta herança genética que explica por que razão o daltonismo é um assunto prioritário de homens.

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