Arranjamos falsas sensações de proteção e arriscamos expor o órgão que nos protege do calor, da luz, dos ferimentos e das infeções a um concentrado de sol. Tudo em troca de um bronzeado que não temos. Esquecemos ou desvalorizamos as agressões a que sujeitamos a nossa pele e nem nos lembramos que provocamos ou desencadeamos o indesejado fotoenvelhecimento. O resultado acaba por se traduzir em números e estimativas assustadoras: 10 mil novos casos de cancro de pele por ano.

O uso que fazemos do sol ao longo da vida vai ditar o destino para a pele que vestimos, isto porque “para além dos fatores genéticos, devemos juntar a acumulação da radiação solar e o número de queimaduras a que sujeitamos a nossa pele ao longo da vida”. A dermatologista Evelina Ruas considera fundamental evitar a exposição solar excessiva, em elevadas doses e curtos períodos “como acontece por exemplo durante uma ou duas semanas de férias na praia, a exposição intermitente e intensa ao sol é potencialmente cancerígena.

De entre os tumores de pele, o melanoma «é o mais temível pela agressividade que lhe pode estar inerente, uma vez que tem uma rápida capacidade de invasão para outros órgãos». É a deteção precoce que dita a cura do melanoma. «A diferença entre a cura ou os casos de pior prognóstico, mais agressivos é nos-dada através de uma análise microscópica do sinal».

Mitos que enganam

Há verdades inabaláveis e, no caso do sol, mantém-se a regra de evitar uma exposição entre as 11h00 e as 17h00. Devemos ter presente que nenhum protetor solar protege totalmente e, independentemente do tipo de pele, o fator de proteção deve ser sempre igual ou superior a 30.

A sombra protege alguma coisa, mas não escapamos de receber a dita radiação, porque esta é refletida na areia em 40%. Da mesma forma que é errado pensar que nos dias nublados estamos protegidos, só porque o sol se “esconde”.

(Artigo resumido) Ver artigo completo na revista nº 2, páginas 8 e 9

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