Os coentros são cultivados há mais de três mil anos, mesmo antes de serem utilizados como tempero, mas sim como planta medicinal. O cheiro aromático é forte, mas este não será um aroma para todos os gostos, ou se adora ou se detesta. Admite-se que a perceção que cada um tem deste aroma pode ser genética.

Os egípcios atribuíam-lhe propriedades digestivas e calmantes, outros usavam-nos em pasta para o alívio de dores nas articulações. Os romanos misturavam coentros com vinagre para conservarem a carne, os chineses atribuíam-lhe o poder da imortalidade e, na Idade Média, este era um dos ingredientes obrigatórios em qualquer poção de amor. Em algumas zonas da Europa atribuíam-lhe propriedades antidiabéticas, na Índia acreditam que os coentros têm características de anti-inflamatório. Mais recentemente, nos Estados Unidos começaram estudos para avaliar o poder dos coentros como um redutor do colesterol.

Cientistas portugueses também trazem novos olhares a esta erva aromática e a revista científica Journal Of Medical Microbiology já publicou um estudo feito no nosso país que demonstra que o óleo de coentros pode tornar-se uma alternativa natural aos antibióticos.

Os coentros acabaram por ganhar um lugar em ementas da chamada dieta mediterrânica. No nosso país, os alentejanos não a dispensam, mas no Norte ainda é uma erva quase ignorada. Combina com pratos de marisco e caldos de peixe, mas também é utilizado em sopas e saladas.

(artigo resumido) Ver artigo completo na revista nº 2, página 35

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