A Imunoalergologia, constituída como especialidade em Portugal desde 1984, tem vindo a ganhar uma importância crescente em Saúde Publica, como a especialidade que responde aos desafios colocados pelo aumento da incidência e da prevalência das doenças alérgicas. A melhoria da qualidade de vida conseguida com uma orientação terapêutica especializada está a gerar um aumento da procura assistencial por parte da população, cada vez mais consciente das possibilidades de tratamento e solução dos seus problemas.

É indiscutível o aumento das doenças alérgicas em todo o mundo, que podem chegar a afectar mais de um quarto da população nos próximos anos, com crescente impacto social e económico. Esta prevalência explicar-se-á pelas características das sociedades industriais e pela própria cronicidade deste tipo de doenças. Os factores de risco estão associados, não apenas a determinantes individuais de ordem genética, mas às características ambientais e hábitos de vida, tendendo a agravar-se com a diminuição de qualidade destes últimos.

A formação científica específica do imunoalergologista permite-lhe uma abordagem diferenciada das doenças alérgicas nos diferentes grupos etários, do lactente ao idoso. As características particulares e manifestações alérgicas específicas em cada grupo implicam uma abordagem diagnóstica e terapêutica diferente.

Entre as doenças alérgicas mais comuns destacam-se: Asma Brônquica, Rinite, Conjuntivite, Sinusite, Eczema Atópico, Urticária, Choque Anafiláctico, Alergia a Venenos de Himenópteros, Alergia a Alimentos e Alergia a Medicamentos.

As Deficiências Primárias do Sistema Imunitário (Imunodeficiências Primárias), apesar de raras, deverão ser também orientadas para estes especialistas.

O impacto nacional da especialidade é também fruto do trabalho dos membros da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (www.spaic.pt) e da prática clínica destes médicos que, atentos aos progressos científicos, aos avanços da investigação e ao desenvolvimento das novas técnicas de diagnóstico e terapêutica, estão decididos a desempenhar um papel activo no futuro das doenças alérgicas em Portugal.

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