
O sono é uma função básica que é sujeita a evolução ao longo dos vários períodos da vida. O bebé embala facilmente no sono, a criança teme-o com frequência, o adolescente acha que não precisa dele, o adulto nem sempre tem o tempo que precisa para ele, e ao idoso, apesar de ter tempo, o sono por vezes troca-lhe as voltas.
Um bom sono é um dos três pilares de uma vida saudável, a par de uma alimentação equilibrada e de exercício físico regular. Pelo menos, um terço da vida de qualquer ser humano é passado a dormir. Tanto a qualidade como a quantidade de sono têm uma importância significativa para o bem-estar, boa saúde e qualidade de vida.
O padrão de hábitos do sono adquirido na infância tem tendência a ter continuidade na vida adulta. Os esquemas inadequados adquiridos na infância podem traduzir-se num atraso do desenvolvimento físico e intelectual da criança, e podem torná-la mais suscetível a infeções e a ter obesidade na infância e na idade adulta.
A quantidade insuficiente de sono ou a sua má qualidade têm um impacto negativo na saúde a curto e a longo prazo, dependente da idade da pessoa. O efeito duma noite com má qualidade de sono reflete-se, no dia seguinte, na diminuição das capacidades de concentração, aprendizagem e memorização e consequentemente no desempenho escolar ou laboral. Os efeitos a longo prazo têm sido associados a obesidade, hipertensão, doente isquémica cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes, depressão, problemas da imunidade e até cancro.
Há mais de uma centena de problemas do sono que afetam a saúde e a qualidade do sono de mais de 45% da população mundial. Muitos dos distúrbios traduzem-se numa significativa carga em termos individuais ou sociais. A diminuição da oxigenação que ocorre na síndrome de apneia do sono representa uma sobrecarga cardíaca e a frequente interrupção do sono conduz a uma sonolência diurna excessiva, um sintoma crucial a ter em conta já que é responsável por uma percentagem elevada de acidentes de viação.
O tempo que as pessoas dedicam ao sono tem vindo a diminuir ao longo das décadas. As múltiplas solicitações – escolares, sociais, profissionais – aliadas a uma diversidade de desafios – tecnológicos, atividades extracurriculares – atiram o sono para último plano. Dorme-se no tempo que resta das várias atividades, sem ter em conta que um bom sono (suficiente e reparador) aumenta o bem-estar, a qualidade vida, a performance e até a sensatez.
A maioria dos problemas de sono têm resolução ou são evitáveis, mas menos de um terço das pessoas procura apoio dirigido. Uma das primeiras medidas a adotar passa por cumprir as recomendações básicas para uma boa higiene do sono.
Se apesar de ter uma boa higiene, persistirem os problemas, deverá ser procurado o auxílio do médico assistente, porque … TER UM BOM SONO É UM SONHO POSSÍVEL!
CONSELHOS DE HIGIENE DO SONO
1. Ter um esquema regular (deitar e levantar) de sono
2. Ter ambiente do quarto sossegado e escuro, temperatura amena, cama confortável
3. Evitar alimentos ou bebidas com cafeína ou estimulantes (chocolate, coca-cola, icetea, chá, café…) nas várias horas que antecedem o sono
4. Não se deitar com fome; evitar alimentos pesados e condimentados ao deitar
5. Não beber bebidas alcoólicas nas 4 horas antes de deitar, e não fumar
6. Reservar o quarto para repouso; não utilizar como escritório, sala de trabalho ou de recreio
7. Em caso de ter o hábito de fazer sesta, evitar que seja muito prolongada ou muito tardia
8. Fazer exercício físico regularmente, mas evitá-lo nas 2 horas que antecedem a hora de deitar.
Para pormenores sobre
CONSELHOS de HIGIENE DO SONO da CRIANÇA e ADOLESCENTE
consulte o folheto em www.apsono.com
Unidade de Medicina do Sono do Centro Cirúrgico de Coimbra

É sempre bom que nos recordem estes cuidados. Obrigada
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