A Organização Mundial de Saúde estima que 20% das crianças e jovens apresentam algum tipo de perturbação mental antes de atingirem os 18 anos, sendo que apenas um terço recebe o tratamento adequado.

O facto é que, pela sua condição natural de dependência, a criança e o adolescente não pedem ajuda, apenas conseguem incomodar suficientemente o adulto. É nesta altura que se admite algo mais do que “uma fase passageira”. Soa um alarme e os pais recorrem ao pedopsiquiatra. Apenas 30% daquelas que apresentam problemas significativos descritos pelos pais e 18% das que os relatam por si próprias são alvo de uma intervenção.

A preocupação aumenta quando existem problemas de comportamento e dificuldades escolares. Por outro lado, a tristeza nem sempre é valorizada, porque afeta apenas o próprio, acabando por dar uma falsa (e cómoda) imagem de bom comportamento. Atenção e compreensão, porque existem sinais que são emitidos e que podem indiciar a necessidade de uma intervenção especializada. Estes sinais vão variando ao longo das diversas fases de desenvolvimento da criança e jovem. Há uma dose q.b. para o silêncio, choro, birras ou agressividade.

Hoje, reconhece-se que a criança tem direitos próprios, mas também se sabe que a infância não está protegida de “insanidade”. Há uma saúde mental infantil e juvenil que deve ser acautelada e protegida.

Alexandra Pais (Psiquiatra da Infância e da Adolescência)

(artigo resumido) Ver artigo completo na revista Nº 4, páginas 32 e 33

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