Parece uma bolinha preta e na verdade é um buraco ou uma porta de entrada para a luz. A menina do olho ou pupila é um ingrediente necessário a uma boa visão e tem uma caraterística facilitadora para a prática de oftalmologia: abre e fecha

O tamanho importa e, neste caso, é a quantidade de luz que estipula o abrir ou fechar, ficando maior ou mais pequena. O que parece ser uma bolinha preta, não é mais que um buraco, equipado com músculos, um esfíncter natural, que regula a entrada de luz necessária à visão e que se denomina de pupila ou a menina do olho.

É esta ginástica constante, quando contrai ou relaxa, que regula automaticamente a quantidade de luz que entra no olho. Em ambientes com muita luz a pupila fecha, e em locais escuros dilata, fornecendo sempre a quantidade de luz necessária para formar uma imagem.

A bolinha é na verdade um buraco e a cor parece-nos preta porque no interior do olho não existe luz própria. Sempre que é necessária uma intervenção no interior do olho humano é também por ali que o cirurgião “espreita” e observa todos os gestos da intervenção.

É também por este buraco negro que entram os feixes de luz sempre que é necessário observar o fundo ocular, quando é necessário detetar ou avaliar alguma anomalia que possa existir. É por esta razão que é necessário dilatar a pupila, sempre que são necessários exames de diagnóstico de apoio à consulta para avaliar o fundo do olho.

A luz laser usada pelos vários equipamentos necessita dessa porta de entrada bem aberta e a pupila dilatada facilita a observação. Neste caso, a dilatação da pupila é feita com colírios e esse efeito irá manter-se durante algumas horas, razão porque não deve conduzir no período que se segue.

A qualidade da visão é afetada temporariamente, porque a menina do olho parou de fazer ginástica. Sem esta adaptação ao ambiente e este abre e fecha necessário, acaba por entrar mais luz do que o necessário e a visão perde qualidade. O efeito dos colírios é temporário e costuma demorar 4 a 6 horas.

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