Será que a resposta é assim tão difícil?

O motivo para engordarmos é sempre o mesmo: ingerimos mais calorias do que aquelas que gastamos. É esta diferença que se acumula sob a forma de gordura e o problema agrava-se quando as pessoas mantêm esse peso em excesso, que ganharam num determinado momento da sua vida, só porque comeram mais do que aquilo que gastaram.

Para inverter este “ciclo vicioso” é necessário ouvir e respeitar os vários conselhos e/ou recomendações alimentares, como comer de forma fracionada e devagar, mas também evitar alimentos de grande densidade calórica e baixo valor nutritivo. Mas, é sobretudo no exercício físico que todos devemos apostar, mesmo que se resuma apenas a andar a pé, durante meia hora por dia.

É um dever pessoal controlar a evolução da obesidade e da diabetes. Ambas são doenças crónicas e, uma vez contraídas, estarão permanentemente ativas, mas basta recorrer às ferramentas necessárias para que não ocorram danos irreparáveis e mortais.

Uma pessoa obesa, mesmo que volte ao peso normal, vai ser sempre potencialmente obeso, isto porque a obesidade é uma doença crónica a que se associa uma grande variedade de distúrbios metabólicos, nomeadamente ao nível dos açúcares, levando ao aparecimento da Diabetes Tipo 2.

O aumento de peso confere uma resistência à ação da insulina, fazendo com que o açúcar fique a mais no sangue. Quando este processo ocorre durante muitos anos, o pâncreas esgota-se e já não tem mais insulina para fornecer, tornando a pessoa diabética. O tecido gorduroso produz substâncias que perturbam a ação da insulina nos seus locais de atuação, mas também porque o tecido adiposo leva à destruição gradual das células pancreáticas produtoras de insulina.

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