
É preciso entrar no mundo dos microrganismos para entendermos o que se passa nas nossas mãos.
Se há microrganismos que são úteis e nos ajudam a manter a nossa saúde, há outros que nos provocam doenças. É por causa destes germes – invisíveis a olho nu e que podem circular aos milhares nas nossas mãos – que nos devemos prevenir.
Sabão e água corrente são os ingredientes necessários para seguir uma cultura de segurança e proteção. Ou seja, basta lavar as mãos, durante 40 a 60 segundos para nos livrarmos dos indesejáveis germes que existem num puxador de porta, no corrimão da escadas, no botão de um elevador, na barra dos transportes públicos ou num simples aperto de mão.
Segurança apertada
Nos cuidados de saúde e quando se fala em segurança do doente, ninguém põe em causa a importância da prática da higiene das mãos, como sendo uma das medidas integradas no conjunto de precauções básicas, mais simples e mais efetiva na prevenção e controlo da infeção associada aos cuidados de saúde, contribuindo desse modo para a redução da morbilidade e mortalidade dos doentes.
Nem todos seguem esta regra básica e primária. As infeções associadas aos cuidados de saúde continuam a ser um das maiores preocupações dos sistemas de saúde à escala mundial, seja em países desenvolvidos ou em países em desenvolvimento. Portugal não é exceção.
A transmissão de microrganismos através das mãos entre profissionais de saúde e os doentes, e entre doentes, é uma realidade incontornável, dando origem a infeções com consequências indesejáveis na prestação de cuidados.
No entanto, a adesão à prática da higiene das mãos continua a ser subvalorizada, raramente excedendo os 50%, apesar de todas as recomendações, estratégias e campanhas. A estratégia nacional para a melhoria da higiene das mãos insere-se nas iniciativas da Organização Mundial de Saúde sobre a segurança do doente. A campanha nacional da higiene das mãos tem como objetivo promover a prática da higiene das mãos, de forma padronizada e sistemática, contribuindo para a diminuição das infeções e da resistência dos microrganismos aos antimicrobianos.
Para os profissionais de saúde, a OMS definiu uma estratégia multimodal onde são definidos os “Cinco Momentos” para a higienização das mãos:
. antes do contacto com o doente;
. antes de realizar procedimento asséptico;
. após risco de exposição a fluidos corporais;
. após contacto com o doente
. após contacto com áreas próximas do doente.
Esta é também a nossa estratégia de segurança do doente.
Estefânia Abreu (Enfermeira responsável pelo Internamento)
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