Se for diabético, isto interessa-lhe. Há quem lhe chame A1c, mas também se designa por hemoglobina glicada A1c. É uma análise laboratorial que representa o nível médio de glicemia dos últimos três meses, mas nem todos os diabéticos sabem o que é, nem tão pouco a importância que tem.

A Direção-Geral de Saúde já emitiu uma norma, que determina a realização desta análise, por rotina em todas as pessoas com diabetes. Não é isso que verificamos no dia-a-dia e esta informação vital nem sempre é partilhada com o doente. As normas protocoladas mandam que esta mesma análise seja realizada, pelo menos, semestralmente, mas o ideal é que seja feita de três em três meses.

Valores iguais ou superiores a 6,5% apontam para um diagnóstico de diabetes, apesar de não se procurar o diagnóstico com esta análise, mas sim aferir a terapêutica instituída e o desempenho do doente, face aos cuidados alimentares e exercício físico, evitando-se o desenvolvimento de complicações.

Há um nível desejável de hemoglobina glicada A1c por cada doente e este nível individualizado deve ter em conta a duração da doença, a presença de complicações, risco de hipoglicémia com terapêutica instituída e a capacidade cognitiva para cumprir com exigência o tratamento instituído. Este nível deve ser discutido com o seu médico, sendo que será sempre o valor mais baixo, desde que não traga riscos de hipoglicémia, o nível mais seguro para o doente.

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