Uma pessoa obesa, mesmo que volte ao peso normal, vai ser sempre potencialmente obeso, isto porque a obesidade é uma doença crónica a que se associa uma grande variedade de distúrbios metabólicos, nomeadamente ao nível dos açúcares, levando ao aparecimento da Diabetes Tipo 2.

O aumento de peso confere uma resistência à ação da insulina, fazendo com que o sangue fique a mais no sangue. Quando este processo ocorre durante muitos anos, o pâncreas esgota-se e já não tem mais insulina para fornecer, tornando a pessoa diabética. O tecido gorduroso produz substâncias que perturbam a ação da insulina nos seus locais de atuação, mas também porque o tecido adiposo leva à destruição gradual das células pancreáticas produtoras de insulina.

O motivo para engordarmos é sempre o mesmo: ingerimos mais calorias do que aquelas que gastamos. É esta diferença que se acumula sob a forma de gordura e o problema agrava-se quando as pessoas mantêm esse peso em excesso, que ganharam num determinado momento da sua vida, só porque comeram mais do que aquilo que gastavam.

Para inverter este “ciclo vicioso” é necessário ouvir e respeitar os vários conselhos e/ou recomendações alimentares, como comer de forma fracionada e devagar, evitar alimentos de grande densidade calórica e baixo valor nutritivo. Mas, é sobretudo no exercício físico que todos devemos apostar.

É um dever pessoal controlar a evolução destas duas doenças crónicas. Uma vez contraídas, estas duas doenças estarão permanentemente ativas, mas basta recorrer às ferramentas necessárias para que não ocorram danos irreparáveis e mortais.

Patrícia Oliveira (Médica Endocrinologista)

(artigo resumido) Ver artigo completo na revista Nº 3, páginas 16 e 17

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