A ecografia e a termografia são dois exemplos da aplicação da engenharia militar à medicina. Foi preciso esperar pelo tempo de paz para que uma e outra pudessem sair do cenário de guerra

 

A aplicação é vasta e pode ser usada como um importante meio de diagnóstico para medir a espessura das paredes arteriais e cardíacas ou, simplesmente, para colher a primeira imagem do bebé que há-de nascer em breve e que os futuros pais exibem para família e amigos. Nem sempre foi assim.

A ecografia não nasceu destinada a servir a medicina. A aplicação da tecnologia teve de esperar pelo tempo de paz, após a II Guerra Mundial. A moderna ecografia nasceu da aplicação e conversão da tecnologia usada em cenários de guerra, na deteção do inimigo pelos submarinos e torpedos das forças aliadas. Os efeitos do envio de ondas acústicas e do eco provocado acabavam por revelar a posição do inimigo.

Hoje, os pressupostos são os mesmos. A sonda emite ultrassons que, numa vulgar ecografia, colidem com os tecidos do nosso organismo com intensidade diversa e são esses os sinais que o computador recebe e transforma em imagens.

O passado da termografia foi idêntico e de tecnologia secreta, concebida pela engenharia militar para deteção térmica à distância, passou a ser utilizada pela medicina, em concreto para a deteção de doença alérgica.

A imuno-alergologia aponta-lhe mais-valias, porque esta é uma técnica de imagem inócua e sem restrições de uso em grávidas ou crianças. A aplicação da termografia na doença alérgica continua a seguir os princípios para os quais a técnica foi criada e é a elevação de temperatura que se procura numa determinada área, associada a inflamação crónica.

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