Demora cerca de 30 minutos e o único inconveniente será esse mesmo, ter de ficar imóvel dentro do equipamento. É neste espaço de tempo que o campo magnético e as ondas de radiofrequência produzem as imagens que vão valorizar e dar suporte objetivo a um diagnóstico

É um exame vital para a obtenção de um diagnóstico seguro. A ortopedia, a neurologia, a neurocirurgia, a ginecologia, a urologia e a cirurgia vascular devem-lhe alguns créditos. O exame é indolor, inócuo e não são conhecidos riscos para a saúde humana.

A ressonância magnética é uma técnica de imagem que se baseia em ondas de radiofrequência dentro de um forte campo magnético. É por essa razão que, antes do exame, devem ficar no exterior todos os objetos metálicos, para evitar que sejam atraídos pelo campo magnético. Hoje em dia, os portadores de implantes e/ou próteses de última geração não estão impedidos de realizar uma ressonância magnética, contudo, esta é uma situação que deve ser sempre avaliada, pelo que o doente não pode esquecer de referir esta condição.

Dependendo do que se pretende avaliar, poderá haver necessidade de o exame ser realizado respeitando um período de jejum e, nalguns casos, é ainda indispensável administrar um produto de contraste, que será eliminado nas próximas horas pela urina.

Cumpridas as regras que antecedem a realização de uma ressonância magnética, é ainda explicado que será necessário ficar imóvel e dentro do equipamento cerca de 30 minutos. Se achar que a posição pode ser incómoda ou causar algum mal-estar pode solicitar almofadas de apoio, para que o exame seja feito de forma descontraída. Se admite a possibilidade de sofrer de alguma claustrofobia, deve alertar o médico responsável pela realização do exame para esse facto, podendo a situação ser ultrapassada com a administração de um tranquilizante adequado.

Durante o tempo necessário à realização do exame, o doente irá ouvir um ruído forte e poderá sentir alguma vibração e, também neste caso, poderão ser fornecidos auscultadores e ouvir uma música da sua preferência, para evitar eventuais desconfortos ou algum nervosismo que, por sua vez, irá dificultar a imobilidade necessária à realização deste exame e à obtenção da melhor imagem.

Recorre-se à ressonância magnética sempre que é necessário visualizar, com imagens de alta definição e de grande potencial, a deteção de lesões minúsculas, seja no Sistema Nervoso Central, seja para o estudo de patologia da mama ou para avaliar o funcionamento e a morfologia de alguns órgãos, como rins, bexiga, próstata, útero e ovários. Este tipo de exame ainda permite o estudo dos vasos sanguíneos, possibilitando a visualização de artérias e veias, bem como a deteção da existência de problemas em fetos, podendo ser recomendada a sua realização a grávidas com mais de 12 semanas de gestação.

Para a especialidade de ortopedia, a ressonância magnética é um exame de eleição e de suporte ao diagnóstico em processos degenerativos, má-formação e ainda em situações de lesões desportivas. Com a vantagem de ser um exame não invasivo, a ressonância magnética permite uma visualização de todas as estruturas de uma articulação, como sejam os músculos, tendões, ligamentos, meniscos e cartilagem.

Hoje e associada à tractografia e estudo funcional, a ressonância magnética tem-se revelado um precioso instrumento na área da investigação, revelando em tempo real o modo de funcionamento e trajeto dos feixes nervosos do nosso cérebro, permitindo novos estudos e conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.

Teresa Pedro e Núria Patriarca
(técnicas de radiologia)

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