É um desafio, que será transformado em tese de doutoramento. Fabiana Rodrigues propõe desenvolver um algoritmo de diagnóstico e de estudo de evolução do tratamento para os casos de edema macular, buraco macular e membrana epirretiniana.

O projeto de investigação começou agora e foi aceite pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Fabiana Rodrigues, engenheira biomédica, traçou o desafio de desenvolver um algoritmo de diagnóstico de lesões na região macular. A mais-valia, o interesse e a inovação deste projeto de investigação passam pelapossibilidade de acoplar a um simples exame de check-up um relatório que alerte para alterações fisiológicas e as relacione de forma concreta com determinadas patologias, auxiliando na interpretação dos resultados e na tomada de decisão clínica.

O trabalho de investigação pretende ir mais além do que a busca de um algoritmo de segmentação sem aplicação prática e dá como exemplo o facto de, no futuro, perante a existência de um edema macular, o relatório a emitir, deverá fazer referência ao volume e origem do edema, sugerindo também a linha terapêutica mais adequada.

O facto de o foco do estudo agora proposto incidir sobre a retina também irá proporcionar e impulsionar diferentes caminhos de investigação, o que facilmente se percebe se tivermos presente que a retina é constituída por 10 camadas. O objeto de estudo agora proposto recai na região macular, por esta ser a zona mais sensível da retina, sendo responsável pela visão central e pela visão de
pormenor, razão porque se propõe a busca de um algoritmo de diagnóstico, estudo e evolução da doença para os casos de edema macular, buraco macular e membrana epirretiniana.

O edema macular pode estar presente em casos de retinopatia diabética, mas também na forma mais avançada de Degenerescência Macular. A importância de chegar ao algoritmo certo no diagnóstico clinico irá permitir, no futuro, chegar a uma intervenção mais rápida e segura, ao mesmo tempo que se simplificam processos, a partir de diagnósticos concretos e restritos. Entra-se em território da inteligência artificial, somada à capacidade intelectual que o cérebro humano já revelou e provou ter.

 

Para ler o artigo na íntegra consulta a Revista Olhares

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