Deixemos os comprimentos de onda e as suas frequências. Fixemo-nos apenas na luz visível (uma fração muito pequena de todo o espectro), mas com grandeza suficiente para conferir novos poderes ao olho humano. E se os poderes de visão foram amplificados, a mente e o cérebro foram obrigados a acompanhar estas novas visões e a revisitar conceitos, aceitando aquilo que somos. Pequenos, muito pequenos, dentro de um tão grande universo.
Roger Bacon, Galileu Galilei e Zacharias Jenssen foram os eleitos, mas neste caminho que foi feito para controlar e desviar a luz muitos outros ajudaram. Se os óculos foram a primeira peça ótica usada pela espécie humana e, por si só, um instrumento de mudança, a lupa, o telescópio e o microscópio, elevaram o conhecimento a outro nível.
Os múltiplos espelhos e lentes e, mais tarde, a fibra ótica alteraram a noção de espaço/tempo e revelaram novos encantamentos. Conseguimos desviar a luz por novos caminhos e ampliar as capacidades da visão. A oftalmologia agradece esses desvios da luz, sem eles a cirurgia não seria tão precisa e exata.
Conceição Abreu