De misteriosos, há quase 120 anos, passaram a relevantes. São conhecidos como raios X, os raios descobertos pelo alemão Wilhelm Roentgen, professor de física teórica. Numa das muitas experiências que realizou, Roentgen reparou que durante o funcionamento de tubos de raios catódicos, às escuras, havia uma película que ficava fluorescente. Foi o passo necessário para se perceber que era possível obter imagens do interior do corpo humano em filmes radiográficos.
A partir daí, o futuro do diagnóstico por imagem estava revolucionado.

Assim começa um excelente artigo escrito por Teresa Pedro técnica de radiologia no Centro Cirúrgico de Coimbra com o intuito de desmistificar estes raios misteriosos, invisíveis e indolores, que afinal serão ou não uma ameaça à sociedade e à sua saúde?

Seguem-se 3 factos importantes para ter em consideração quando pensa no tema (Raio-X):

1) Hoje, os equipamentos sofreram inúmeras alterações e o advento da radiologia digital trouxe mais eficácia na otimização de imagens radiográficas e, se usado adequadamente, permite uma redução significativa de dose, mas também a manipulação de imagens no pós-processamento, evitando repetições desnecessárias.

Inicialmente, a produção de imagem diagnóstica por raios X era muito ineficaz. Para podermos comparar a evolução, a primeira radiografia da história dos raios X foi a de uma mão sujeita durante 15 minutos à exposição de raios. Atualmente, a esmagadora maioria das radiografias demora menos de metade de 1 segundo.

2) Nenhum exame médico, com recurso a radiação ionizante, deve ser realizado sem que se verifique claro benefício para o utente, tendo em conta a sua situação clínica. O exame é justificado quando o benefício diagnóstico supera o risco de realização de exame.

Também durante o exame se aplica este princípio à repetição de exames e exposição escolhida para cada utente, sendo igualmente importante o princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable), que determina que a exposição a radiação para fins diagnósticos deve ser tão baixa quanto possível para uma determinada qualidade de imagem. Cada serviço deverá otimizar equipamento e parâmetros de exposição consoante exame e biótipo do utente, definindo “à priori” os seus NRD (Níveis de Referência Diagnóstica), de modo a adequar as doses a cada pessoa.

3) Os raios X não devem ser considerados vantagem nem ameaça. É o critério no seu uso que definirá a sua qualidade. Deve existir uma cultura de proteção radiológica, mas sem incutir receio, pois é o conhecimento que nos dá o poder de controlar a exposição à radiação ionizante.

Um serviço de Radiologia deve trabalhar sempre em prol do doente, procurando atingir a melhor imagem, com a dose otimizada para cada situação.

No Centro Cirúrgico de Coimbra a sua proteção é o empenho de todos os profissionais. Assim como utilizamos equipamentos de última geração, utilize você também esta informação para fazer uma escolha conscientemente.

 

*pode ler o artigo completo clicando aqui.

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