O trabalho foi recentemente reconhecido em prémio. A investigação durou décadas e a terapia que daí resultou já é aplicada pelo oftalmologista António Travassos há vários anos anos.

A atribuição do prémio Visão, pela Fundação António Champalimaud, aos sete cientistas envolvidos nesta investigação, veio levantar dúvidas e foram várias as questões que nos colocaram sobre esta “nova” terapia para as doenças da retina. A única novidade é o reconhecimento deste longo trabalho, porque o culminar desta investigação resultou no desenvolvimento da terapia anti-angiogénica, uma solução para algumas doenças da retina, como a degenerescência macular relacionada com a idade e a retinopatia diabética, entre outras situações. A terapia de que agora se fala já é aplicada no Centro Cirúrgico de Coimbra desde 2005 e mais não é do que uma injeção de medicamento dentro da cavidade vítrea, sempre aplicada no bloco operatório, para segurança e proteção do doente.

O mérito continua a ser dos cientistas agora premiados, Napoleone Ferrara, Joan W. Miller, Evangelos S. Gragoudas, Patricia A. D’Amore, Anthony P. Adamis, George L. King e Lloyd Paul Aiello. Foi a sua investigação que permitiu que estejam hoje disponíveis no mercado medicamentos que melhoram a visão de pessoas afetadas por algumas doenças.

 

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