É política. O jogo dos jogos. Nunca foi pura, honesta, desinteressada ou leal… A política é snob vaidosa, descarada e elitista… Se mole, invertebrada e multicolor leva à democracia… Se rígida, agressiva e despersonalizada, atira-nos para a ditadura. Mas é política. 

O que deveria ser respeito, ajuda, querer, responsabilizar, educar para uma vida, com diferenças, com creres marcados pela criatividade de cada um e de todos é, frequentemente, corrupção, oportunismo, miséria… Muitos dos seus atores são farsantes, meninos de coro, donos das suas razões. As ideias dos outros dizem-se queridas, são aplaudidas e afirmam-se necessárias, mas só o são verdadeiramente se, o que entra no bolso, não for desviado e/ou repartido.

A política necessita de novos atores, de pensadores comuns, de políticos doutrinados pelo lucro, capazes de melhorarem a sociedade, pelo lucro repartido e usado de forma transparente, que não usem nem abusem da sociedade. Não aos jogos de prazer que alcoolizam os pobres que querem enriquecer e que seriam como os ricos, se tivessem a menor oportunidade. Ser rico é provavelmente muito bom, mas ser muito rico é desnecessário, ser pobre é o caminho aproveitado por alguns para serem felizes. Por isso, infelizmente, auguro um futuro mau para a política e alguma compaixão para muitas das suas vítimas.

António Travassos
(médico oftalmologista)

 

 

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