Engolir em seco é uma solução. Há outras. Se conhecermos como funciona o ouvido, mais facilmente percebemos a influência da pressão atmosférica e os seus efeitos sempre que mergulhamos, andamos de avião ou subimos uma serra

 

Para lá da orelha, há muito mais do que aquilo que simplesmente se designa por ouvido. O órgão é completo e inclui um labirinto, um martelo e uma bigorna, mas também um estribo, uma cóclea, vários canais, glândulas e membranas, ar, líquido e, claro, um nervo ótico. Juntos e em sintonia, perfazem os ingredientes necessários à audição.

Para não complicar muito vamos por partes. Existem 3: ouvido externo, médio e interno e é neste ouvido que as vibrações mecânicas do ar são transformadas em estímulos elétricos, que hão de ser descodificados pelo cérebro como som. Para além de permitir a audição, o ouvido também fornece informações importantes para sabermos qual a nossa posição, proporcionando o equilíbrio. Razão porque um qualquer mal-estar no ouvido, também pode provocar desequilíbrio e tonturas, ou a sensação de ouvido tapado e de diminuição de audição, um zumbido muito baixinho ou mesmo uma leve dor. Já sentiu isso? A culpa é das pressões atmosféricas a que sujeitou o ouvido.

No ouvido interno não existe ar, mas nas duas outras partes do ouvido, as cavidades estão preenchidas por ar e é aí que a pressão atmosférica atua, causando o tal desconforto sempre que mergulhamos, andamos de avião ou subimos uma serra. Há manobras que promovem a equalização das pressões e, engolir em seco, tentar soprar com o nariz e boca tapados ou bocejar, podem aliviar e ajudar.

Na praia ou na piscina, pode acontecer muito mais do que os efeitos da pressão. Se o mergulho for feito num ângulo que permite um embate com mudança súbita de pressão, há o risco de um barotrauma, ou seja uma perfuração do tímpano e, sim, neste caso, deve procurar ajuda médica. A lesão provocada pelo impacto repentino irá provocar dor, pelo que será fácil perceber se deve ou não pedir ajuda médica.

O uso de tampões pode ajudar a evitar este tipo de impacto, tal como também proporcionam uma higienização básica, principalmente se o mergulho estiver a ser feito na piscina, onde a água é mais parada do que a do mar. Razão porque, na piscina e, para além da touca, também sugerimos o uso de tampões nos ouvidos, não tanto para evitar a entrada de água, porque num ouvido sem patologia isso acaba por ser inofensivo e sai naturalmente, a menos que exista aquilo que é  conhecido como excesso de “cera”. Nesse caso, pode verificar-se o que se designa por tamponamento, que desaparece assim que o rolho de cera é retirado.

 

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