É muito mais do que um raio X, porque recorre a feixes ultrassensíveis e a um computador, por isso mesmo a denominação de Tomografia Axial Computorizada (TAC). Em 10 minutos e com a ajuda ou não de contraste, o interior de um órgão, de uma estrutura ou de uma área do corpo humano são reproduzidos em imagens, em vários planos e a três dimensões

É um exame de diagnóstico que tem de ser prescrito por um médico e terá sido solicitado para esclarecer uma situação clínica, de um órgão, uma estrutura articular e/ou determinada região do corpo humano. O resultado esperado é obtido por feixes de raios X ultrassensíveis, que captam uma imagem para ser reconstruída no computador, com uma alta resolução de contraste. Daí o nome Tomografia Axial Computorizada ou TAC.

As imagens reconstruídas vão do branco ao preto, passando por várias graduações de cinzento, sendo que os ossos aparecem com cor branca e os líquidos e gases a preto, enquanto os tecidos surgem nos tons de cinza. Para os leigos será esta a leitura das imagens do exame, para os olhos experientes e formatados para o diagnóstico, existirão várias outras histórias para contar.

O exame demora cerca de 10 minutos e podemos dividir o procedimento em dois tipos: tomografia sem e com contraste. Se o exame não necessitar de contraste, porque o que se pretende estudar é uma estrutura óssea, como coluna, articulações, seios perinasais e ouvidos, não é necessária nenhuma preparação prévia, nem trocar de roupa, mas será preciso retirar os adereços que possam ter peças metálicas. Basta que se deite numa cama, que é rodeada por uma espécie de anel, que vai captar a sequência de imagens necessária ao exame.

Se o exame requer o recurso a contraste é porque se solicita a avaliação de um órgão em pleno funcionamento ou, tão só, porque é necessário realçar os vasos sanguíneos, daí o uso de contraste. Neste caso específico, aquando da marcação será alertado/a para a necessidade de fazer um jejum de 6 horas e não deve estranhar a necessidade de preencher um inquérito. A segurança exige que sejam cumpridos todos os procedimentos que assegurem redução do risco. Neste caso e se for necessário vestuário próprio, os nossos serviços fornecem uma bata. Terminado o exame, poderá seguir a sua rotina habitual, ficando apenas alertado para a necessidade de beber água, para libertar o produto de contraste que foi injetado.

Com ou sem contraste, a Tomografia Computorizada é completamente indolor e não requer qualquer esforço físico. O exame é sempre feito com a pessoa deitada e, por comparação com a ressonância magnética, a TAC não é inibitória para pessoas que sofrem de claustrofobia, porque o anel do equipamento é aberto.

Os técnicos de radiologia e os médicos radiologistas estarão a presenciar todo o exame, através de uma janela de vidro, dando indicações (se for caso disso) por meio de um comunicador interno.

É ainda sugerido que as pessoas com asma ou alergias, bem como os doentes diabéticos e renais alertem para essas mesmas situações no momento da marcação do exame, não porque estejam impedidos da realização da TAC, mas tão só, pela necessidade de adaptação dos procedimentos. O mesmo é válido também para as mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez.

O exame TAC vai emitir raios X, os mesmos que existem no ambiente que nos envolve, contudo, a quantidade de raios emitida num exame é a mesma que recebemos durante 3 anos de exposição solar, razão porque são recomendadas precauções especiais com crianças e jovens, porque temos sempre em conta o efeito cumulativo.

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