A solução é sempre cirúrgica, mas a intervenção não é livre de riscos. O início da cadeia de segurança começa com os exames de diagnóstico que ajudam a predizer ou a validar o efeito que a cirurgia terá.

Quando a lente natural que existe dentro do olho humano – o cristalino – perde transparência, a qualidade da visão diminui e, caso não seja feita uma intervenção, pode mesmo levar à cegueira curável. Ter cataratas é isto. As cores ficam esbatidas e a visão fica embaciada. São estas as queixas. A solução é sempre cirúrgica e resulta em benefícios, mas a intervenção não é livre de riscos.

Há cuidados a ter antes e depois da cirurgia e alguns começam no próprio doente. O uso de maquilhagem e de cremes devem ser evitados dois dias antes da cirurgia e mexer com as mãos ou lenços nos olhos, é um gesto completamente proibitivo, sob pena de estar a abrir  caminho para eventuais infeções Se seguir à risca estas duas normas, o sucesso da intervenção cirúrgica fica dependente de uma avaliação correta, da experiência do cirurgião e dos cuidados no pós-cirúrgico.

Na preparação para a cirurgia, existem hoje meios de diagnóstico que permitem predizer ou validar o efeito que a cirurgia da catarata terá. Em concreto, o exame com SLO – Scannig Laser Ophthalmoscope – é isto que faz. É um exame que inclui uma visumetria e microperimetria onde, ultrapassando as opacificações do cristalino que possam existir, indica a eventual recuperação de visão que a pessoa poderá ter após uma intervenção cirúrgica.
Esta é uma medida de segurança, tal como o teste de Glare, que vai avaliar qual a sensibilidade ao contraste, ou seja a qualidade da visão em diferentes níveis de iluminação. Complementados com uma OCT e com várias retinografias é possível despistar a eventual existência de outras patologias ou alterações que possam comprometer o sucesso da cirurgia.

Os exames de diagnóstico de preparação para a cirurgia de catarata incluem ainda uma biometria, ou seja, a recolha de diversos dados biométricos, necessárias para fazer o cálculo da lente artificial que será colocada em substituição do cristalino. Fica assim completo o ciclo de segurança que o Centro Cirúrgico aplica a todos os candidatos.

Rutura da cápsula, hemorragia e traumatismo da córnea ou da íris são alguns dos riscos que hoje ainda podem acontecer numa cirurgia de catarata.

No Centro Cirúrgico de Coimbra a cirurgia de catarata não é feita em ambulatório e adotamos vigilância e uma avaliação ao doente operado logo nas primeiras 12 horas após a intervenção e antes da alta clínica. Apesar de todos os cuidados, temos presente que o desenvolvimento de edema da mácula e a possibilidade de descolamento de retina são fatores de risco que existem, sempre que se mexe em estruturas oculares, pelo que eliminamos essa possibilidade com uma vigilância apertada.

Nunca intervencionamos dois olhos em simultâneo e o doente terá sempre de voltar várias vezes, para nos certificarmos de que a situação está perfeitamente normalizada, apenas porque queremos avaliar a evolução.
Junte-se ainda o facto de os míopes e os hipermétropes poderem “deixar de o ser”, uma vez que a lente que colocamos poderá incluir a correção necessária para deixar de usar óculos para ver ao longe mas, neste caso, não evitamos o uso de óculos para ver ao perto.

No Centro Cirúrgico de Coimbra não recorremos à aplicação de lentes multifocais, quando substituímos o cristalino. É uma decisão unânime dos nossos especialistas aplicar apenas lentes monofocais porque acreditam que são estas que dão melhor qualidade de visão.
Concluída a intervenção à catarata, o sucesso fica sempre explanado na cara do doente, que agora se apercebe que as cores ganharam vida e que toda a visão ficou muito mais nítida, com luz e contraste.

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