Neste caso, a perpetuação do mito ao longo de gerações é justificado pelo efeito do calor. Mas, não tem de usar uma moeda ou aliança aquecida para drenar um treçolho

 

O princípio está correto, porque é o calor que vai ajudar a tratar o treçolho, mas recorrer ao mito da aliança ou moeda aquecida não é de todo recomendado, devendo mesmo ser evitado, pelo perigo de poder queimar a pele.

A indicação para o tratamento desta inflamação da pálpebra passa pela aplicação local de compressas embebidas em água morna, várias vezes ao dia e até que a drenagem das secreções fique completa. Porque é disso mesmo que se trata, livrar-se do excesso de líquido sebáceo acumulado, que resulta da inflamação aguda das glândulas que existem nas pálpebras.

Hordéolo externo é a designação clínica para um treçolho, sempre que existe um bloqueio de uma dessas glândulas, originando uma espécie de abcesso, que provoca sensação de corpo estranho e, por vezes alguma dor. Ajudar a drenar essa substância que ali se criou em excesso é o objetivo da aplicação das compressas mornas, evitando-se assim ser espremido.

Mas, nem sempre é assim, por vezes também surge uma infeção bacteriana dessas mesmas glândulas sebáceas, mas no interior da pálpebra e, neste caso, já não se trata de um treçolho, mas sim de um calázio ou hordéolo interno. E, neste caso, o abcesso é interno e pode exigir tratamento cirúrgico.

É bom saber que este tipo de inflamação não é contagiosa e pode ser sempre prevenida com uma boa higiene das mãos, uso adequado de cosméticos, seguida de uma limpeza eficaz, bem como de lentes de contato.

Existem ainda situações de inflamação crónica das pálpebras (blefarite) e, nestes casos, os treçolhos e mesmo os calázios podem tornar-se comuns, apenas porque existe uma disfunção das glândulas oleosas.

Treçolho e calázio têm origem nas estruturas das pálpebras (internas e externas) do olho, onde existem diversas glândulas que geram secreções essenciais para protegeram a superfície ocular, mas também para as próprias lágrimas.

 

 

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